Coreia do Norte: 'deveria afundar o arquipélago japonês com bomba nuclear'

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"Isto demonstra claramente que a Coreia do Norte dispõe de alcance suficiente - embora talvez não tenha a precisão - para aplicar o projeto Guam", completou.

O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, condenou duramente o mais recente lançamento de míssil realizado pela Coreia do Norte, afirmando que o movimento foi "imprudente e perigoso".

O ministério sul-coreano da Defesa informou que o míssil percorreu 3.700 quilômetros para o leste, atingindo uma altitude máxima de 770 km antes de cair no Oceano Pacífico. No fim de agosto, um outro lançamento também sobrevoou o arquipélago e caiu no mar.

O clima voltou a ficar tenso no início da noite desta quinta-feira e o mundo mais uma vez voltou seus olhos para a Coreia do Norte, que lançou um míssil balístico que sobrevoou o Japão.

O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, disse à emissora NHK que o projétil foi um míssil balístico intercontinental.

"O Japão já não tem de existir perto de nós", declarou o Comité de Paz Coreia Ásia Pacífico, num comunicado citado pela agência estatal norte-coreana KCNA.

"O disparo do míssil da Coreia do Norte é uma nova violação das resoluções das Nações Unidas" que impedem a Coreia do Norte de aperfeiçoar armamento, escreveu Stoltenberg numa mensagem difundida pela rede social Twitter.

A autoridade falou após conversas no Reino Unido e na França sobre como elevar a pressão sobre o autoritário governo de Kim Jong Un, enquanto ele se aproxima de ter um míssil nuclear que poderia ameaçar território americano.

O novo desafio norte-coreano ocorreu depois que, na segunda-feira passada (11), o conselho aprovou novo pacote de sanções econômicas contra o regime, pelo teste nuclear do último dia 3 de setembro.

As novas sanções consistiram em um embargo sobre as exportações de gás para a Coreia do Norte, uma limitação às exportações de petróleo e de produtos refinados, e a proibição das exportações norte-coreanas de têxteis.

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