Coreia do Norte lançou novo míssil

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O secretário-geral da Otan, Jean Stoltenberg, pediu "uma resposta mundial" após a "violação temerária" das resoluções da ONU.

O regime de Kim Jong-un tinha estendido, esta quinta-feira, a sua ameaça nuclear ao Japão e à Coreia do Sul, recriminando-os pelo "ardente" apoio aos Estados Unidos na busca de novas sanções e defendendo o desejo do exército e do povo de os "liquidar".

"Esta manifesta violação das resoluções do Conselho de Segurança se produz dias depois que a Coreia do Norte fez seu sexto teste nuclear", lembra o comunicado.

O míssil não representou ameaça para os EUA nem para a ilha de Guam, um território americano no Pacífico, disse o comandante.

O lançamento ocorre na semana em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, as mais duras sanções econômicas contra o país, vetando a compra dos países-membros de produtos têxteis norte-coreanos e limitando a venda de derivados do petróleo para Pyongyang.

O míssil sobrevoou a ilha de Hokkaido (norte) às 07:06 de sexta-feira (hora em Tóquio, 23:00 em Lisboa), precisaram as autoridades japonesas, que indicaram que o sistema de aviso J-Alert foi acionado em várias regiões do norte do arquipélago.

"A Coreia do Norte redobrará os esforços para aumentar sua força para proteger a soberania e o direito à existência do país, e para preservar a paz e segurança da região estabelecendo o equilíbrio prático com os EUA", afirmou em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA. "Não recolham nenhum objeto que possam encontrar", afirmava o alerta.

A explosão teve uma potência de 250 quilotoneladas, 16 vezes superior à da bomba lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, segundo as mais recentes estimativas divulgadas pelo portal especializado na Coreia do Norte, 38 North, com base na revisão em alta da magnitude do abalo gerado feita pela Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares.

Para Tillerson, as "provocações" feitas pela Coreia do Norte vão aprofundar seu o isolamento político e econômico.

Seul respondeu com testes militares que incluíram o lançamento de mísseis Hyunmu no mar do Japão, segundo o ministério da Defesa. O míssil percorreu uma distância de 3.700 quilômetros e sobrevoou o norte do Japão, antes de cair no oceano. O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, também convocou uma reunião de emergência sobre o assunto.

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