Joesley Batista é transferido de Brasília para São Paulo pela PF

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"Acho que o procurador foi muito questionado sobre a nossa imunidade e, por fim, ele decidiu pedir a quebra da nossa imunidade. Estou pagando por ter delatado", disse.

A transferência de Joesley nesta sexta-feira corresponde a esta ação, uma vez que a 6ª Vara Federal de São Paulo marcou uma audiência de custódia no âmbito da operação Tendão de Aquiles. Como justificativa, citou o risco do empresário deixar o País, por conta dos recursos de que dispõe para se deslocar para viajar ao exterior. Com isso, Joesley ficará preso na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, na região da Lapa.

Janot fez questão de destacar na manifestação encaminhada ao STF que há diferença entre rescisão e anulação do acordo.

Em audiência de custódia na Justiça Federal de São Paulo na tarde desta sexta-feira, o empresário Joesley Batista disse que sua prisão é uma "covardia".

O empresário negou as acusações: "Não houve 'insider trading' [apelido do crime pelo qual é acusado]. Vendemos ações por um único motivo de necessidade de caixa", alegou.

"Vale dizer, os colaboradores em nenhum momento relataram que o ex-procurador Marcelo Miller vinha, ainda como membro do Ministério Público, auxiliando a entabulação de acordos com o próprio parquet (Ministério Público), apesar de existirem trechos no mencionado áudio onde nos conduzem à conclusão de que Marcelo Miller, ainda na condição de procurador da República, auxiliou-os a escamotear e manipular os fatos e provas, filtrar informações e ajustar depoimentos", afirma o documento, atuação que, em tese, pode configurar o crime de obstrução de Justiça.

Na semana passada, o órgão já havia anunciado a revisão dos acordos dos delatores por suspeitas de que os dois executivos haviam omitido informações e o STF suspendeu os benefícios concedidos a Joesley e a Saud. O pedido será julgado pela juiz federal convocada Taís Ferracini.

Ambos cumpriam prisão temporária, mas o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao ministro a conversão do mandado em prisão preventiva.

Brasília - A segunda denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pode fazer com que a medida provisória (MP) do.

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