BC reduz estimativas de inflação para 2017 e os próximos anos

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O Banco Central (BC) aumentou a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 0,5%, segundo estimativa de junho, para 0,7%, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (21). As projeções para a inflação também melhoraram.

Nesta manhã, após a apresentação das projeções de inflação por um período mais longo, analistas ouvidos pela jornalista Lucinda Pinto, coordenadora de Mercados do Valor PRO, avaliam, contudo, que, dada a sinalização de inflação na meta até 2020, o "BC pode mudar a cabeça para outubro". A meta para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 4,5% com 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A projeção é de um dos cenários previstos pelo BC, chamado de "projeção central", elaborada considerando as estimativas do mercado para a taxa de juros e o câmbio. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada está em 2,46%: abaixo até do limite mínimo para a inflação que é de 3%. O BC ressaltou que os resultados econômicos têm mostrado "surpresas positivas, ensejando perspectivas favoráveis para o crescimento da atividade". Por isso, o BC ampliou as apostas para vários setores.

No caso da agropecuária, a previsão passou de 9,6% para 12,1%.

O setor de serviços também deve apresentar desempenho ligeiramente melhor do que o previsto anteriormente - expansão de 0,1% na comparação com redução de 0,1%. O cenário ficou mais favorável para o crescimento da economia. A projeção de retração da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) passou de 0,6% para 3,2%, "refletindo, sobretudo, o fraco desempenho do setor de construção civil e a expressiva queda nas importações de bens de capital [usados na produção]". A estimativa específica para o crescimento do produto da indústria de transformação manteve-se em 0,6%.

Para o Banco Central, a recuperação deve mais forte deve vir no ano que vem. Dentro do crescimento de 2,2%, há apostas de atividades da agropecuária, da indústria e de serviços com altas de 1,5%, 2,6% e 1,9%, respectivamente.

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