Contra denúncia, Temer pressiona ministro do Planejamento a liberar emendas

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Carnelós defende Temer na denúncia por obstrução de justiça e formação de quadrilha apresentada pelo então Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

A leitura do relatório sobre a denúncia do ministério público contra o presidente Michel Temer e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha deve ocorrer apenas na tarde desta terça-feira, e não pela manhã, como estava agendado.

Apesar de auxiliares do presidente reforçarem que o rito da denúncia é uma prerrogativa da Câmara, no Planalto a expectativa em torno do possível pedido de prazo do relator, o tucano Bonifácio de Andrada (MG), é vista com cautela.

O relator indicou que não pretende separar as acusações no parecer de acordo com o cargo do denunciado e o crime imputado, como quer a oposição. Os oposicionistas apresentaram questões de ordem pedindo a votação de forma separada da autorização para o prosseguimento do processo em relação a cada um dos processados. A acusação de obstrução de justiça deve aparecer em segundo plano no parecer. Uma fonte ligada ao presidente disse que esse possível adiamento poderia ter um efeito cascata e atrasar ainda mais o calendário da votação, o que não é desejo do governo. "Eu não sei qual será o parecer de Bonifácio, mas espero que seja pelo arquivamento da denúncia". O foco do relatório, declarou, será a análise da acusação de organização criminosa. É lógico que essa será uma semana de discussões, não só do relatório do deputado Bonifácio, mas também da defesa dos que estão sendo acusados, o presidente e dois ministros. Deputados não membros poderão discutir por 10 minutos cada um, até o número máximo de 20 favoráveis e 20 contrários ao parecer do relator.

Só após todos os parlamentares discursarem na comissão é que acontecerá a sessão de votação do parecer.

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