Fundo mais otimista espera crescimento mundial de 3,6% em 2017

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a perspectiva de crescimento da economia no Brasil.

O FMI destaca que economia do Brasil voltou a crescer no começo deste ano após um desempenho forte das exportações e uma redução no ritmo de queda da demanda interna.

No documento divulgado esta terça-feira, a instituição liderada por Christine Lagarde deixa algumas "prioridades políticas", dando o exemplo de Portugal para defender a necessidade de reformas no mercado de trabalho.

No entanto, a fraqueza nos investimentos e as incertezas políticas ainda são apontadas pelo FMI como dificuldades previstas para a economia em 2018.

"A produtividade persistentemente lenta em alguns países levou a uma maior ênfase às reformas no mercado de trabalho e de produto, especialmente dada à escassez de margem orçamental, [uma vez que] já foi demonstrado que estas reformas aumentam a produtividade e o emprego e aumentam a resiliência a choques", afirma o FMI no primeiro capítulo do relatório.

O FMI também mostrou estar mais otimista quanto ao desempenho da economia da zona do euro para este ano, antecipando que cresça 2,1% - 0,2 ponto percentual acima dos 1,9% anteriormente estimados.

Segundo o órgão financeiro, caso o Brasil atinja "uma gradual restauração da confiança e à medida que reformas fundamentais para garantir a sustentabilidade fiscal sejam aplicadas, está previsto um crescimento em médio prazo de 2%".

Também emm julho, o governo brasileiro manteve suas expectativas para o PIB em 2017 de crescimento de 0,5% - ou seja, com projeção pior que a do FMI.

Os números representam uma alta de 0,1 ponto percentual em cada um dos anos em relação às previsões de abril, que tinham sido confirmadas em julho, de acordo com o relatório. No relatório Focus do Banco Central, que ouve uma centena de analistas todas as semanas, a projeção é de crescimento de 0,7 por cento para este ano e de 2,43 por cento em 2018.

Em médio prazo, "prevê-se que o crescimento global aumente marginalmente além de 2018, alcançando os 3,8% em 2021", sendo que, como se espera que o crescimento das economias desenvolvidas caia gradualmente para taxas de crescimento potencial de cerca de 1,7%, a aceleração da atividade econômica mundial nessa altura será "totalmente impulsionada pelos mercados emergentes e pelas economias desenvolvidas".

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