Morrem mais duas crianças vítimas da tragédia na creche

Ajustar Comente Impressão

O presidente da República, Michel Temer, pediu aos ministros da Saúde, Ricardo Barros, e da Educação, Mendonça Filho, esforços no auxílio aos afetados pela tragédia em Janaúba (MG).

De acordo com a nota enviada à imprensa, o ataque praticado pelo segurança Damião Soares dos Santos - que tinha problemas mentais e era obcecado por crianças, segundo os relatos - foi premeditado. Por isso, avisou aos familiares que "daria um presenta a todos, se matando em breve". Sabe-se apenas que desde a morte do pai, há três anos, que Damião, aos 50 anos, já não parecia o mesmo e chegou a reclamar com os parentes que achava que sua mãe o estava envenenando. Ele ateou fogo ao próprio corpo e também morreu.

O crime aconteceu na quinta-feira (5). O número de vítimas mortais deste fogo posto subiu assim para 10: nove crianças e uma professora. O cidadão pacato da cidade que cometeu o crime contra as crianças e contra si mesmo, morrendo poucas horas depois do incêndio, era conhecido como alguém que conversava com todo mundo e que vendia picolés que ele mesmo fabricava em sua casa. No total, o incidente provocou 11 mortos: nove crianças, uma professora de 43 anos e o autor do crime. "O Chefe da Polícia Civil, Delegado-Geral João Octacílio Silva Neto, foi para a cidade de Janaúba, junto com o governador, e acompanhou as investigações e os serviços da PCMG", completou a Polícia Civil. Ao tocar a campainha, funcionários teriam achado estranho a presença do vigia fora do horário de trabalho, mas ele teria dito que iria entregar um atestado médico à direção da unidade. Os levantamentos iniciais da corporação apontam que o transtorno psiquiátrico sofrido por Damião o levava a crer que estava sendo perseguido, inclusive pela própria mãe. A sala onde os alunos estavam tem grades na janela e teto de PVC, uma espécie de material plástico, também inflamável.

Comentários