PF conclui inquérito e acusa irmãos Batista de manipulação de mercado

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Os magistrados do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) negaram nessa segunda-feira (9) o pedido de Habeas Corpus impetrado pelos irmãos Joesleye Wesley Batista, que são acusados de usarem informações privilegiadas para se beneficiarem no mercado financeiro, informou o G1.

Joesley e Wesley Batista, que tiveram pedido de liberdade negado no final de setembro pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negam terem cometido qualquer irregularidade no mercado financeiro.

Dirá que a diferença crucial é que, desta vez, eles tinham informação privilegiada sobre a delação.

Segundo a PF, a empresa FB Participações, que é 100 por cento dos irmãos Batista e detinha uma fatia de 42,5 por cento da JBS, vendeu 42 milhões de ações da processadora de carne por aproximadamente 372 milhões de reais antes do vazamento da delação, enquanto a JBS posteriormente as recomprou no mercado.

A PF ilustrou o relatório final da investigação com uma 'linha do tempo', na qual destaca o Termo de Confidencialidade subscrito pelos irmãos Batista e a Procuradoria. Eles estão presos a pedido da Polícia Federal desde 13 de setembro, quando foi deflagrada a segunda etapa da Tendão de Aquiles.

A PF diz que Joesley, à época chefe da FB Participações, controladora da JBS, operou em outras frentes.

Os dois irmãos foram indiciados pelo crimes de manipulação de mercado e pelo uso indevido de informação privilegiada com abuso de poder de controle e administração. Ele não será incriminado pela compra de dólares.

Segundo a PF, a investigação conjunta com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado, trouxe ao inquérito "provas robustas de que a determinação das operações financeiras partiu dos irmãos Batista".

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