Turquia pede levantamento de suspensão de vistos norte-americanos

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Há apenas duas semanas, Donald Trump havia elogiado o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, quando estiveram juntos na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Ou seja, é lamentável que o embaixador (americano) em Ancara tenha tomado tal decisão e colocado em andamento. "Esta medida se aplica tanto aos vistos nos passaportes como aos e-vistos (adquiridos via internet) e aos vistos adquiridos na fronteira", concluiu a Turquia no comunicado.

A Turquia pediu nesta segunda-feira aos Estados Unidos que revejam a suspensão dos serviços de emissão de vistos depois que a prisão de um funcionário consular dos EUA na Turquia aumentou as tensões entre os dois país e fez a moeda e as ações turcas caírem.

Os EUA suspenderam no domingo a emissão de vistos para turcos, após a prisão de um funcionário do consulado americano em Istambul na semana passada elevar as tensões entre os dois aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Este brusco agravamento das relações repercutiu com força nos mercados: a Bolsa de Istambul abriu esta segunda-feira com baixa de 4%, e a libra turca era cotada a 3,71 por dólar (diante dos 3,61 de sexta-feira), após alcançar o máximo de 3,92.

Paralelamente, as relações entre Turquia e Rússia melhoraram de forma considerável e recentemente os dois países concluíram um importante contrato de armamento, cooperando estreitamente no "dossiê" sírio.

A missão diplomática dos Estados Unidos na Turquia informou neste domingo (8) que suspendeu todos os serviços de vistos não relacionados a imigrantes em todas as instalações dos EUA na Turquia, alegando que precisa "reavaliar" o comprometimento do governo turco com a segurança dos funcionários das representações norte-americanas. "Julgar um cidadão turco por um crime cometido na Turquia é direito nosso".

Acusa-o, como a centenas de milhares de trabalhadores públicos, jornalistas e militares desde a tentativa falhada de golpe de Estado no verão de 2015, de pertencer à suposta rede de golpistas liderada pelo imã Fethullah Gülen - o líder religioso vive nos Estados Unidos e, na maior parte dos casos, as acusações são infundadas.

Outros americanos presos na Turquia incluem o pastor Andrew Brunson, detido no ano passado acusado de terrorismo e de manter supostos laços com o movimento de Gulen.

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