José Sócrates acusado de 31 crimes

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José Sócrates é também acusado de ter recebido pagamentos por ter atuado, enquanto primeiro-ministro, "em favor da estratégia de Ricardo Salgado para o grupo Portugal Telecom", do qual o Banco Espírito Santos (BES), na altura liderado por Salgado, era acionista.

Entre os 28 arguidos surge o nome de José Sócrates, pela prática de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, nove de falsificação de documento e três fraude fiscal qualificada.

Ricardo Salgado, ex-líder do grupo Espírito Santo, é acusado pelo Ministério Público de 21 crimes no total, nomeadamente um crime de corrupção ativa de titular de cargo político, dois crimes de corrupção ativa, nove crimes de branqueamento de capitais, três crimes de abuso de confiança, três crimes de falsificação de documento e três crimes de fraude fiscal qualificada.

O antigo presidente da PT Zeinal Bava está acusado de cinco crimes de corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada. Bava está acusado por uma prática de crimes de corrupção passiva, um crime de branqueamento de capitais, um crime de falsificação de documento e dois de fraude fiscal qualificada. "Salgado utilizou o arguido Helder Bataglia para fazer circular fundos por contas no estrangeiro contraladas por este último. Todos esses pagamentos eram justificados com contratos fictícios".

Henrique Granadeiro, antigo chairman da PT, é acusado de um crime de corrupção passiva, dois crimes de branqueamento de capitais, um crime de peculato, um crime de abuso de confiança e três crimes de fraude fiscal qualificada.

José Paulo Pinto de Sousa: 2 crimes de branqueamento de capitais. Segundo um comunicado, José Sócrates está acusado de 31 crimes.

Sofia Fava (ex-mulher de Sócrates) pela prática de crimes de branqueamento de capitais (1) e falsificação de documento (1).

Bárbara Vara: 2 crimes de branqueamento de capitais.

No comunicado é ainda referido que o Ministério Público extraiu "15 certidões, para posterior investigação em processo autónomo", ou seja, podendo estas certidões levar à abertura de outros processos.

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal precisa que o despacho final da Operação Marquês tem mais de 4000 páginas e além da acusação integra nove despachos de arquivamento "em relação ao arguidos João Abrantes Serra [ advogado], Joaquim Paulo da Conceição [administrador-executivo do Grupo Lena] e [o empresário] Paulo Lalanda e Castro".

A acusação hoje deduzida diz que os factos em investigação tiveram lugar entre 2006 e 2015 e que "ficou indiciado que os arguidos que exerciam funções públicas ou equiparadas, tendo em vista a obtenção de vantagens, agiram em violação dos deveres funcionais".

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