EUA anuncia saída da entidade para educação, ciência e cultura

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Depois de, em 2011, Obama suspender o financiamento da organização, os Estados Unidos da América vão anunciar na próxima semana que vão abandonar oficialmente a UNESCO, como protesto contra as posições "anti-Israel" que os EUA consideram que a organização tem adotado.

Desde 2011, os Estados Unidos cortaram o financiamento à agência após o órgão decidir incluir a Autoridade Palestina como um membro, mas o Departamento de Estado manteve seu escritório na sede da agência em Paris, na tentativa de avaliar as políticas definidas. À época, Israel condenou fortemente a resolução da entidade da ONU.

Segundo a nota, os EUA vão buscar "continuar engajados como Estado observador não membro" e manterão especialistas à disposição da organização.

"Esta decisão não foi tomada de repente e reflete as preocupações dos Estados Unidos com a crescente demora nos pagamentos na Unesco, a necessidade de uma reforma fundamental na organização e a contínua tendência anti-Israel", assegurou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert. A decisão tem efeitos a partir de 31 de dezembro.

O conflito dos EUA com a Unesco não é recente.

De acordo com a Reuters, até 2011 os EUA contribuíam com cerca de 80 milhões de dólares para o orçamento da UNESCO, representando cerca de um quinto do orçamento geral da instituição. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, afirmou que a medida americana marca uma perda para o multilateralismo e para família ONU.

A representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura confirmou em comunicado que o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, a notificou oficialmente sobre essa decisão, que ela "lamenta profundamente".

"A universalidade é essencial à missão da UNESCO para construir a paz e a segurança internacionais face ao ódio e à violência, pela defesa dos direitos humanos e da dignidade humana", acrescentou Bokova em comunicado.

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