Santa Catarina tem o menor índice de mortes entre adolescentes do país

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A estimativa diz respeito somente às cidades com mais de 100 mil habitantes. Seu valor mais baixo foi de 2,6, nos anos de 2007 e 2009. A segunda região mais violenta do Brasil, o Norte, tem um índice de homicídios contra adolescentes de 3,9.

No Nordeste, 6,5 adolescentes foram assassinados por grupo de mil nos municípios.

Quando o fator de análise é o risco relativo por cor/raça, o IHA 2014 revela que o risco de um adolescente negro ou pardo morrer é 2,85 vezes maior do que um adolescente branco ou amarelo. O IHA é calculado para cada grupo de mil pessoas entre 12 e 18 anos.

O cenário alarmante é sintoma do acúmulo de altas no IHA regional - de 2005 a 2014, a taxa do Nordeste passou de pouco menos de 3 para quase 7. Na visão do representante da Unicef no Brasil, Florence Bauer, os dados refletem a falta de oportunidades, que "tem determinado cruelmente a vida de muitos adolescentes". "É primordial que o país valorize melhor a segunda década de vida e dê à adolescência a importância que ela merece", acrescentou a especialista.

Conforme a Unicef, o índice no Ceará é 8,71; em segundo lugar no ranking negativo aparece Alagoas, com 8,18.

"Enquanto o Brasil nas últimas décadas conseguiu reduzir a mortalidade infantil significativamente, o número de mortes entre os adolescentes cresceu de uma maneira alarmante". A perda de crianças menores de 1 anos caíram de de 95.938, em 1990, para 37.501, em 2015. As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo registraram a 19ª e a 22ª posição entre as capitais (2,71 e 2,19, respectivamente). No mesmo intervalo, de acordo com o Datasus, o número de adolescentes assassinados subiu de de 4.754 para 10.290.

Em 2014, os adolescentes do gênero masculino corriam 13,52 vezes mais risco que as jovens mulheres. Além disso, as chances de um jovem ser assassinado por arma de fogo é de seis vezes maior do que por outros meios.

"As vítimas [no Ceará] eram, em grande maioria, meninos (97,95%) e negros ou pardos (65,75%), moradores das periferias".

Em Fortaleza, ainda segundo o estudo, metade dos homicídios de adolescentes aconteceu em média a 500 metros da casa da vítima.

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