Trump saúda libertação de família e elogia cooperação das autoridades do Paquistão

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O Presidente dos Estados Unidos saudou hoje a libertação da norte-americana Caitlan Coleman e do seu marido Joshua Boyle, bem como dos respetivos três filhos, após anos de cativeiro nas mãos de um grupo com ligações aos talibãs afegãos.

O casal foi sequestrado no Afeganistão, em 2012, após um mochilão que começou na Rússia e avançou pelo Oriente Médio até chegar ao local da captura.

"O exército paquistanês resgatou cinco reféns ocidentais - um canadense, sua esposa americana e três filhos - que estavam detidos por terroristas, durante uma operação dos militares paquistaneses realizada com base em informações dos serviços de inteligência americanos", afirma um comunicado do exército paquistanês, que não revelou a identidade das pessoas resgatadas.

Este ano, os pais de Caitlan Coleman pediram aos insurgentes, igualmente em um vídeo, que a família fosse libertada.

Nesse contexto, a libertação da família é "um momento positivo no relacionamento do nosso país com o Paquistão", afirmou o presidente americano nesta quinta-feira. Em novembro de 2015, eles receberam uma carta de sua filha, na qual anunciava o nascimento de dois filhos em cativeiro.

"A operação das forças paquistanesas, com base nas informações das autoridades dos Estados Unidos, foi coroada com o sucesso".

"As agências de inteligência norte-americanas localizaram (os reféns) e comunicaram a sua passagem para o Paquistão no dia 11 de outubro através da agência tribal de Kurram", indicou a nota informativa do exército. As autoridades americanas acreditam ter sido ação de membros da rede Haqqani - um grupo declarado como terrorista nos Estados Unidos. "Todos os reféns foram resgatados sãos e salvos e o seu repatriamento para os países de origem está a ser tratado", diz o comunicado do Exército do Paquistão.

"A cooperação do governo paquistanês é um sinal que este honra as exigências dos Estados Unidos para que faça mais para melhorar a segurança na região", acrescentou Donald Trump.

"Esperamos que este tipo de cooperação e de colaboração aconteça novamente para libertar os restantes reféns e durante as futuras operações conjuntas de combate ao terrorismo", concluiu o líder norte-americano.

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