Polícia procura droga em casa de filho de Lula da Silva

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Em meio a críticas do PT, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, afastou, nesta quarta-feira (11), o delegado Carlos Renato, responsável pela ação de busca e apreensão, realizada na terça-feira (10), na casa de Marcos Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Paulínia (SP).

Petistas criticaram a atuação da polícia, subordinada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), e afirmaram que foi uma forma de atingir o ex-presidente.

O delegado responsável pela diligência também foi afastado do caso. "A busca e apreensão, feita a partir de denúncia anônima e sem base, não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida", afirmou ele. Pelo Twitter, a ex-presidente Dilma Rousseff classificou a operação de "uma ação abusiva cometida por exibicionismo midiático" e tratou o episódio como uma perseguição a Lula.

De acordo com informações não oficiais, já que a polícia e o governo de São Paulo preferem não dar detalhes sobre a acção, na casa, localizada na cidade de Paulínia, a 117 km de São Paulo, não foram encontradas nem armas nem estupefacientes. "A operação policial na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, a partir de uma suposta e falsa denúncia anônima, foi uma violência que tem de ser explicada por todas as autoridades envolvidas", escreveu a presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann. "Arbitrariedades policiais como estas levaram ao suicídio do reitor da UFSC Universidade Federal de Santa Catarina, um homem a quem não se deu direito de defesa". "Não podemos permitir que as instituições públicas sejam usadas de forma discricionária e para uso político".

O texto afirma ainda que a medida foi tomada "sem qualquer fundamento real" e que a "perseguição a Lula e sua família não tem limites".

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