"Não me arrependo de ter feito delação", diz Wesley Batista

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O empresário depôs, nesta quarta-feira (8), em reunião conjunta da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a JBS e da CPI do BNDES (do Senado).
). "Foi um processo de profunda transformação pessoal e empresarial".

A delação premiada pode ser suspensa pelo STF (Supremo Tribunal Federal), onde ele o irmão, Joesley Batista, supostamente teriam mentido e omitido informações. Ele disse que tornar-se um colaborador não é uma decisão fácil; é solitário, dá medo e causa muita apreensão.

- Estamos vivendo um imenso retrocesso. Fizemos o Brasil olhar no espelho e ele não gostou do que viu. Hoje, na condição em que me encontro, descobri que é um processo imprevisível e inseguro para quem decidiu colaborar.

Wesley disse que, por orientação exclusiva de seus advogados, não responderá as perguntas dos parlamentares, mas uma questão de ordem foi aprovada para que ele permaneça ouvindo os congressistas até o fim da sessão, ainda que em silêncio. Miller ainda estava no Ministério Público quando começou a conversar com os executivos, no final de fevereiro. Ele destacou que jamais descumpriu o acordo de delação celebrado com o Ministério Público. "Tão logo essa situação seja resolvida, com autorização expressa da PGR, eu me comprometo a prestar todos e quaisquer esclarecimentos", disse.

- Estamos vendo colaboradores sendo punidos e perseguidos pelas verdades que disseram.

Batista também se negou a contestar acusação feita pelo deputado João Rodrigues (PSD-SC), que apresentou documentos que comprovariam, segundo ele, o pagamento de propina a um candidato ao governo do Ceará em troca de benefícios fiscais concedidos pelo estado a uma empresa do grupo JBS. "Não vou proibir que algum parlamentar se manifeste". "É constitucional o direito de permanecer calado, mas é nosso direito fazer perguntas".

No dia 31 de outubro, Ricardo Saud também se manteve em silêncio durante a sessão da CPI.

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