Planos de saúde serão obrigados a oferecer mais 18 terapias e exames

Ajustar Comente Impressão

A ANS (Agência Nacional de Saúde) atualizou nesta quarta-feira (8) a lista de procedimentos obrigatórios que todos os planos de saúde deverão oferecer a partir de 2018, a chamada "cobertura mínima". De acordo com o órgão, pela primeira vez será incorporado no Rol um medicamento para tratamento da esclerose múltipla. A norma entra em vigor a partir do dia 2 janeiro de 2018.

Além dos 18 novos procedimentos, os convênios médicos também serão obrigados a aumentar a cobertura para outros sete procedimentos, incluindo medicamentos orais contra o câncer.

Entre os novos procedimentos obrigatórios está um medicamento imunobiológico para tratamento de esclerose múltipla, além de oito medicamentos orais para tratamento de cânceres de pulmão, melanoma, próstata, tumores neuroendócrinos, mielofiborese e leucemia. Caso seja identificado um impacto financeiro depois desse prazo, será feita uma avaliação para o cálculo de reajuste no ano seguinte, ou seja, por enquanto não haverá alta nos valores. Também está entre as novas obrigações a realização de um exame PET-CT - para diagnóstico de tumores neuroendócrinos. Para denunciar eventuais descumprimentos, o consumidor deve entrar em contato com a ANS e fazer a reclamação.

Já o beneficiário que preferir reclamar pessoalmente pode ir até um dos Núcleos da ANS, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30 (exceto feriados), nas cidades de São Paulo/SP; Salvador/BA; Rio de Janeiro/RJ; Ribeirão Preto/SP; Recife/PE; Porto Alegre/RS; Fortaleza/CE; Curitiba/PR, Cuiabá/MT, Brasília/DF; Belo Horizonte/MG e Belém/PA. Os endereços podem ser consultados aqui.

A lista de procedimentos cobertos pelos planos de saúde é atualizada a cada dois anos para garantir o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças através de técnicas que possibilitem o melhor resultado em saúde, sempre obedecendo a critérios científicos comprovados de segurança, eficiência e efetividade. Depois de discutida no Cosaúde, a proposta final de revisão é submetida a consulta pública no site da ANS.

Comentários