Inflação avança, mas taxa acumulada no ano é a menor desde 98

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Às 9h36 desta sexta-feira, 10, o DI para janeiro de 2019 exibia 7,24%, de 7,28% no ajuste da véspera. Considerando os últimos 12 meses o índice ficou em 2,70%, resultado superior aos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Ambos fizeram do grupo Habitação acumular inflação de 1,33 por cento em outubro, depois de recuar 0,12 por cento em setembro.

Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas Alimentação de Bebidas (-0,05%) e Artigos de residência (-0,39%) tiveram impacto negativo no mês.

Já o preço do gás de botijão teve alta de 4,49%, resultado de reajustes promovidos pela Petrobras nas refinarias.

No ano, o IPCA acumula alta de 2,21%.

A previsão reforça a expectativa de que o avanço geral dos preços fique abaixo do centro da meta (4,5%).

A alta na energia ocorreu porque a partir de 1º de outubro entrou em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, representando uma cobrança adicional de R$ 3,50 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. O aumento da energia elétrica, de 3,28%, foi o principal responsável pelo avanço. Em entrevista ao site do IBGE, José Fernando Gonçalves, analista da pesquisa, lembra que a bandeira vermelha continua em vigor, mas com uma taxa extra maior em novembro, de R$ 5,00 a cada 100 kWh consumidos, o que vai manter a pressão sobre os preços em novembro.

Na ótica dos índices regionais, os resultados ficaram entre -0,10%, registrado em Vitória, e 1,52%, em Goiânia, com aumento impulsionado pela energia elétrica (18,77%) e pelos combustíveis (7,75%), com destaque para o preço da gasolina, em média 7,87% mais cara.

Alberto Ramos, economista do banco Goldman Sachs, destacou, em relatório divulgado nesta manhã, que o recente "ambiente de inflação muito benigna foi impulsionada por um grande choque muito positivo no preço dos alimentos". O piso da meta de inflação do governo para este ano é de 3%.

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