Meirelles: "Reforma da Previdência não é questão de opinião, é uma necessidade"

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Ele declarou ainda que nas negociações, o governo não abrirá mão da idade mínima, do período de transição e da equiparação do setor público e do privado.

O projeto de reforma da Previdência enviado pelo governo ao Congresso previa uma economia de R$ 800 bilhões em 10 anos.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou hoje (9) que foi firmado entendimento entre os líderes partidários de que a reforma da Previdência deve ser votada "o mais rápido possível". "O deputado Artur Maia [(PPS-BA), relator da proposta] está redigindo um substitutivo que seja de fato aprovável, mas a restrição é que a cada proposta de mudança temos que olhar a redução do benefício". Mas tem uma série de outros pontos, como tempo de contribuição, que estamos discutindo.

Segundo o ministro, é "mais fácil" culpar o governo pela crise atual, mas ele lembrou que daqui a um ano, durante a eleição, o país estará em processo de "crescimento".

Questionado se o tempo de contribuição será reduzido de 25 para 15 anos, Meirelles disse apenas que isso ainda está sendo discutido. "É preciso dizer quanto cada mudança vai custar e compensar isso, possivelmente, dentro da própria reforma", destacou. As outras duas alterações estão relacionadas aos artigos que dificultam o acesso ao BPC, o Benefício da Prestação Continuada, e à aposentadoria rural.

Nesta manhã, Meirelles esteve reunido com o presidente da República, Michel Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ministros e parlamentares.

Durante o seminário, o ministro da Fazenda disse ainda que, além da reforma da Previdência, o governo está trabalhando numa agenda de melhoria do ambiente econômico.

Segundo o ministro, o governo federal "está num rumo de aprovação de reformas que é dos mais altos da história", numa referência à reforma trabalhista e ao teto de gastos, que chegaram a ser considerados "inviáveis". Eu fiz uma explanação bastante enfática e clara mostrando a necessidade da reforma da Previdência. O objetivo do encontro é criar uma versão mais enxuta do texto, para que ele possa ser aprovado ainda neste ano pela Casa.

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