Catalunha: Dezenas de milhares de manifestantes voltam às ruas

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A visita de Rajoy à principal cidade de Catalunha foi a primeira à região desde que ele usou poderes extraordinários para sufocar a tentativa de secessão. Oficialmente, a viagem é em apoio aos candidatos de seu partido, o conservador Partido Popular (PP), às eleições regionais de 21 de dezembro, convocadas por Madri para tentar superar a crise catalã.

Apesar da oposição à eleição antecipada imposta por Madri como forma de resolver o impasse, os dois principais partidos pró-independência da Catalunha, o PDeCAT do líder deposto Carles Puigdemont e o ERC, disseram que participarão.

Mariano Rajoy deslocou-se à Catalunha para a apresentação de Xavier García Albiol como candidato do Partido Popular ao governo regional.

A partir da Bélgica, os governantes destituídos pelo governo espanhol, através do artigo 155 da Constituição, enviaram mensagens de apoio à luta pela libertação dos presos.

O executivo regional foi destituído e o parlamento regional dissolvido.As decisões do executivo de Mariano Rajoy, apoiadas pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, aconteceram depois de a declaração de independência da Catalunha ter sido aprovada em 27 de outubro por 70 dos 135 deputados do parlamento catalão. Foram cerca de 750 mil pessoas - oriundas de vários pontos da Catalunha - que se juntaram numa manifestação a exigir a liberdade dos "presos políticos", nomeadamente os concelheiros demitidos por Madrid e os Jordis - Cuixart e Sànchez, líderes das organizações independentistas ANC e Òmnium Cultural. Num vídeo previamente gravado, Carles Puigdemont pediu aos manifestantes para que se façam ouvir em todo o mundo.

À frente da manifestação, onde eram visíveis rostos do independentismo e familiares dos detidos, iam duas faixas escritas em catalão: "Liberdade para os presos políticos" e "Somos uma república".

A crise catalã provocou também um divórcio na autarquia de Barcelona.

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