Liga árabe convoca reunião de emergência a pedido da Arábia Saudita

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Os chefes da diplomacia dos países árabes vão reunir-se "de urgência" no próximo domingo na sede da Liga Árabe, a pedido da Arábia Saudita, para discutir "violações" do Irão na região, disseram hoje fontes diplomáticas.

O líder do Hezbollah no Líbano, Hassan Nasrallah, disse que o primeiro-ministro do país, Saad Hariri, está preso na Arábia Saudita e que a renúncia foi "forçada" e inconstitucional porque foi feita sob coação.

Segundo um documento interno divulgado à agência France Presse por diplomatas árabes, o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos apoiaram o pedido da Arábia Saudita, também aprovado pelo Djibuti, que ocupa a presidência rotativa da organização pan-árabe com sede no Cairo.

A Arábia Saudita apresentou o pedido após o disparo de um míssil, no último dia 4, por rebeldes iemenitas huthis apoiados pelo Irã.

O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, acusou Teerã de "agressão militar direta" contra seu país. A Arábia Saudita e o Irão encontram-se num confronto pela hegemonia regional, envolvendo o Líbano nesse confronto. Manama, um aliado da Arábia Saudita, denunciou um "ato de sabotagem (.) e terrorismo" por parte do Irã, que também negou.

Desde 5 de junho, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito cortaram todos os laços diplomáticos com o Catar, acusando-o de "apoiar o terrorismo" e se aproximando do Irã.

"O Líbano não aceita que seu primeiro-ministro esteja em uma situação de desacordo com os tratados internacionais", afirmou Aoun em comunicado.

Devido ao seu silêncio, surgiram acusações de que o primeiro-ministro libanês estaria detido em Riad e que estaria a ser manipulado pelo reino saudita para causar danos ao Irão e ao Hezbollah libanês, o partido milícia que faz parte do seu governo.

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