Qualcomm recusa proposta de aquisição bilionária da Broadcom

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Segundo a Qualcomm, a proposta da concorrente "subestimou dramaticamente" o valor da companhia.

No começo do mês, rumores surgiram dizendo que a Broadcom estaria cogitando comprar a Qualcomm por um valor aproximado de US$ 100 bilhões.

"Depois de uma grande análise, feita em consulta com nossos conselheiros legais, o Conselho decidiu que a proposta da Broadcom subestima o valor da Qualcomm e traz diversas incertezas regulatórias", disse o presidente do conselho da Qualcomm, Tim Horton, em nota divulgada nesta segunda.

A Broadcom, na última semana, fez a proposta de USS$ 130 bilhões pela aquisição da rival Qualcomm.

A próxima jogada poderá ser da Broadcom que poderá optar por subir a oferta, ou recuar simplesmente. A operçaão também seria a maior aquisição da história na indústria de tecnologia.

É interessante mencionar também que a Qualcomm não está à venda, mas, mesmo assim, recebeu uma proposta de compra involuntária.

A proposta também era tida como mais um passo na consolidação do mercado de semicondutores.

Além disso, a Qualcomm está há meses tentando comprar a NXP Semiconductors. Além de desembolsar US$ 103 bilhões, que correspondem a US$ 70 por ação da Qualcomm, a Broadcom se comprometeu a assumir as dívidas líquidas da fabricante dos chips Snapdragon, cujas cifras atuais estão na casa dos US$ 25 bilhões. Em sua oferta, a Broadcom disse que compraria a Qualcomm independentemente do resultado final da transação com a NXP.

"Nenhuma empresa está melhor posicionada nos setores mobile, Internet das Coisas, automotivo, computação de ponta e rede dentro da indústria de semicondutores", disse o diretor da Qualcomm Paul Jacobs.

A Qualcomm é pioneira na fabricação de chips para smartphones e já forneceu seu produtos para gigantes como Apple, Samsung e LG. "Temos confiança que vamos continuar criando valor para nossos acionistas".

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