Trump exibe em Manila cumplicidade com Duterte

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"Metam-se-nos-vossos-assuntos" class="local_link" target="_blank">questões de Direitos Humanos relacionadas com a proclamada "guerra contra as drogas" do controverso líder filipino - cujo porta-voz garantiria, logo a seguir, que o tema não entrou na agenda dos líderes.

Com alta popularidade no país, Duterte defende seu estilo franco e, em uma reunião com a comunidade filipina, contou que, aos 16 anos, matou uma pessoa a facadas em uma "briga".

Depois deste momento descontraído, Duterte e Trump encontraram-se, entretanto, à margem da cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Em contrapartida, Trump não respondeu ao ser questionado sobre o tema dos direitos humanos. Seu novo porta-voz, Harry Roque, disse que essas últimas declarações podem ter sido exageradas.

"Não é uma entrevista coletiva, é uma reunião bilateral", interveio Duterte, sentado ao seu lado, sem gravata, antes de os jornalistas deixarem o recinto.

Nestas segunda e terça-feiras, as Filipinas organizam uma cúpula da Asean.

Na semana passada, Duterte, que falou de Trump em tom elogioso, afirmou que diria ao presidente dos EUA para "ficar na sua" se abordasse acusações de violações de direitos humanos.

Mais tarde, um porta-voz do governo filipino disse que os direitos humanos não foram abordados, mas a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que o tópico foi mencionado de passagem.

Os EUA e as Filipinas, uma ex-colônia norte-americana, são aliados estratégicos desde a Segunda Guerra Mundial, mas sua relação se tornou tensa devido aos rompantes anti-EUA de Duterte e seu entusiasmo por laços melhores com a Rússia e a China.

O 'jihadismo' e o narcotráfico colocam em perigo "a prosperidade económica e a integridade das instituições e, o que é mais importante, a segurança da nossa gente", sublinhou Duterte.

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