A conversa secreta entre filho de Trump e Wikileaks — EUA

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O filho mais velho do presidente Donald Trump revelou mensagens diretas enviadas por ele à conta do Wikileaks no Twitter. Segundo a revista, a conversa foi em grande parte unilateral, com o WikiLeaks a fazer propostas e Trump Jr. a manter-se em silêncio.

O site de denúncias terá inclusivamente solicitado que o atual presidente dos EUA sugerisse à Austrália a nomeação do fundador do portal, Julian Assange, para o cargo de embaixador australiano em Washington. Em relação ao Sr.

"Obama e Clinton colocaram pressão sobre a Suécia, Reino Unido e Austrália para perseguirem ilegalmente o Sr".

Em troca, a Wikileaks teria pedido que Trump pai intervisse junto à Austrália para que o fundador do portal, Julian Assange, fosse nomeado embaixador australiano em Washington.

As mensagens começaram em setembro de 2016 e foram até julho.

O site de denúncias é acusado pelos serviços de inteligência e segurança dos EUA de ser uma das peças centrais da campanha russa de interferência nas presidenciais de 2016.

Quando o site enviou uma mensagem a informar que tinha "acabado de publicar os emails do Podesta parte 4" - relativos aos emails roubados ao chefe de campanha de Hillary Clinton - Trump Jr. ignorou, mas pouco depois escreveu um tweet queixando-se de "muito pouco levantamento pelos media desonestos da incrível informação providenciada pelo Wikileaks".

Em abril, a WikiLeaks sugeriu a Trump Jr. que entregasse os e-mails sobre a reunião que manteve com a advogado russa, que está no centro de uma investigação federal sobre um possível conluio entre a campanha de Trump e a Rússia. O WikiLeaks revelou a Trump Jr. que estaria muito interessado em obter os emails que o jornal citou. Trump Jr. não respondeu.

Assange, exilado na embaixada do Equador em Londres, desde 2012, para evitar a extradição para a Suécia onde é procurado por suspeita de crimes de violação e nos Estados Unidos pela divulgação ilícita de documentos da diplomacia e das Forças Armadas, reagiu à notícia da The Atlantic através do Twitter.

"O WikiLeaks não mantém esses registos e a apresentação da The Atlantic é editada e claramente não tem o contexto completo", comentou Assange.

A WikiLeaks também tentou influenciar Trump Jr a permitir que eles vazassem a declaração de imposto de renda de seu pai e assim impedir que uma "fonte tendenciosa" como o "New York Times" o fizesse.

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