Governo chama professores a poucas horas da greve

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O Governo vai reunir-se, esta terça-feira, com os sindicatos dos professores, horas antes do início da greve geral marcada para a próxima quarta-feira.

O Governo convocou a Federação Nacional de Professores (Fenprof) para uma reunião de última hora.

"Nós pedimos uma reunião ao ministério [da Educação] logo no dia 12 de outubro, recebemos uma recusa da realização da reunião, o que é inaudito - que haja uma desconsideração por um parceiro social", disse João Dias da Silva.

A reunião decorrerá a partir das 15h30 no Ministério da Educação e presentes estarão a secretária de Estado da Administração e Emprego Público e a secretária de Estado Adjunta e da Educação.

A greve e a manifestação vão acontecer no dia em que os secretários de Estado da Educação estarão no Parlamento a discutir o orçamento para o próximo ano, sem a presença do ministro da Educação que está internado, por tempo indeterminado, com síndrome vestibular aguda.

A federação liderada por Mário Nogueira avisa no comunicado que os "professores estarão atentos e a ausência de compromissos concretos, logo, inequívocos darão ainda mais força à greve de amanhã".

O descongelamento da carreira dos professores do básico e secundário está a dividir os partidos da geringonça.

Também a Fenprof espera uma proposta "muito clara e muito concreta" por parte do Governo, na reunião desta terça-feira. A Fenprof quer ver esclarecida, acima de tudo, a questão da "contagem do tempo de serviço, ou seja a recuperação dos anos de serviço que os professores cumpriram".

"Há uma grande indignação dos professores relativamente à forma como o governo pretende descongelar a carreira docente", assegura Mário Nogueira. E como os professores, ao contrário dos restantes funcionários públicos, dependem do tempo de serviço para progredir, na prática é como se não tivessem dado aulas entre 2011 e 2017 e entre agosto de 2005 e dezembro de 2007.

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