Há tantos milionários em Portugal como na Arábia Saudita

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No entanto, a brecha entre os que mais têm e os que menos têm em nível global é considerável, dado que no ranking de distribuição da riqueza pode-se observar que 3,5 bilhões de pessoas, equivalentes a 70% de todos os adultos no mundo, possuem menos de US$ 10 mil.

E segundo as estimativas do Credit Suisse, o número de milionários em Portugal deverá continuar a aumentar nos próximos anos, aproximando-se dos 77 mil, em 2022.

A expectativa é que em 2022 a riqueza global atinja US$ 341 trilhões, com o número de milionários subindo 22%, para 44 milhões.

A Suíça continua liderando a lista global do Credit Suisse da riqueza por adulto, seguida pela Austrália (US$ 402.600), Estados Unidos (US$ 388.600) e pela Nova Zelândia (US$ 337.400). A contribuição mais forte é esperada da China: US$ 10 trilhões ou um aumento de 33% ao longo deste período. Será o segundo melhor ritmo entre os países observados, com a Argentina na liderança, com uma taxa de crescimento de 127%, para 68 mil milionários.

Em nível global, o estudo determinou que a riqueza mundial em mãos privadas aumentou entre meados de 2016 e meados de 2017 6,4% ou US$ 16,7 trilhões, o que representa o maior ritmo de crescimento desde 2012 e uma riqueza global de US$ 280 trilhões. O estudo aponta que nesse intervalo a riqueza cresceu no passo mais acelerado dos anos recentes, refletindo ganhos generalizados nos mercados de ações, combinados com performance similar nos preços de ativos não financeiros, como imóveis. A América Latina apresentou avanço de 3,9%, uma boa performance comparada aos anos recentes, mas abaixo do padrão dos seus pares no ano.

O relatório analisa em mais detalhe as economias do Brasil e do Chile, e afirma no caso do gigante sul-americano que o país sofreu uma crise que minguou a riqueza por adulto 35% desde 2011.

A desigualdade de renda no país fica clara no relatório: quase metade da riqueza do país (44%) está nas mãos de apenas 1% dos brasileiros.

A geração Y está sempre na mídia - de forma positiva ou negativa -, mas o Credit Suisse acredita que nós deveríamos sentir pena deles.

"Uma década desde o início da crise financeira global, vemos um aumento significativo da riqueza em todas as regiões do mundo". Em contraste, os 36 milhões de milionários, que compreendem menos de 1% da população, detêm 46% da riqueza das famílias.

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