Temer diz que governo irá aprovar reformas até o fim do ano

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Após evento no Palácio do Planalto nesta segunda-feira, minutos antes de o tucano Bruno Araújo se demitir da chefia do ministério das Cidades, Eunício também afirmou que a reforma trabalhista deve ser respeitada, já que foi aprovada seguindo os ritos necessários.

De acordo com informações do Blog do Valdo Cruz, o objetivo é garantir a aprovação das alterações no sistema previdenciário e do ajuste fiscal que garante o cumprimento da meta do ano que vem, um déficit de R$ 159 bilhões. "No meu entendimento essa seria a reforma que o Brasil precisa".

Segundo o ministro, a campanha dará o "conforto" para que deputados votem a favor das mudanças nas regras das aposentadorias no país, mostrando para a população como a medida é "necessária e justa".

"Nós vamos completar esta fórmula reformista que nós adotamos no País durante este governo", afirmou Temer, em evento no Palácio do Planalto para entrega do Cartão Reforma a beneficiários do programa em Caruaru (PE). Quem sabe ainda neste ano.

O presidente voltou a defender que a reforma da Previdência acabará com privilégios na hora de aposentar.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que conversou neste domingo, dia 12, com o presidente Michel Temer sobre a reforma da Previdência e o alertou que apenas uma reforma enxuta e urbana tem chances de seguir adiante.

Ainda sobre a conversa com Temer, Eunício disse que o presidente está disposto a fazer uma reforma ministerial. Temer concordou com o pleito, disse o presidente do Senado.

O governo prometeu, prometeu e não cumpriu.

No último dia 9, Temer admitiu, quando questionado se sofre pressão para fazer uma reforma ministerial, que a reforma será "inevitáveil" e que saberá o momento certo para tomar a decisão.

"Para mim é inconstitucional, além de gerar uma grande insegurança para o trabalhador e criar um precedente: se ninguém fizer nada [para impedir o uso de medida provisória nesse caso], qualquer presidente que entrar poderá mudar essa legislação por medida provisória".

Um projeto para extinguir a Justiça do Trabalho é uma carta que está na manga do presidente da Câmara. "São mais quatro meses", previu o presidente da Câmara.

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