Piauí lidera ranking de menor número de casamento no País, revela IBGE

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Além disso, houve menos casamentos e mais mortes e divórcios no mesmo período.Pela primeira vez desde 2010, o Brasil registrou, no ano passado, uma queda no número de nascimentos, tendência observada em quase todos os estados do país, informou um levantamento divulgado nesta terça-feira (14/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já entre pessoas do mesmo sexo a realidade é diferente e houve aumento de 4% nesse tipo de união. Entre as unidades da Federação, apenas Roraima apresentou aumento de nascimentos (3,9%).

O levantamento do IBGE também traz dados sobre matrimônio no Brasil, indicando que, em 2016, houve uma queda de 3,7% no número de casamentos em comparação com 2015. As crianças nascidas na região Norte são em sua maior parte de mães entre 20 e 24 anos, enquanto no Sul e no Sudeste, de mães de 25 a 29 anos.

Conforme a pesquisa, a quantidade de registros de nascidos vivos em 2016 é a menor desde 2010, quando foram registrados 42.926 recém-nascidos no Estado.

O estado com maior queda foi Pernambuco, com recuo de 10%.

Do total de casamentos realizados entre pessoas do mesmo sexo no ano passado, 89 foram realizados em Goiânia, sendo 45 casamentos entre homens e 44 entre mulheres.

A região Norte teve a maior concentração de nascimentos no grupo de mães de 20 a 24 anos (29,6%).

Em 2016, a pesquisa apurou que foram concedidos 344.526 divórcios em 1ª instância ou por escrituras extrajudiciais, um aumento de 4,7% em relação a 2015, quando foram registrados 328.960 divórcios.

Em média, o homem se divorcia mais velho que a mulher, com 43 anos dele contra 40 dela. Já nas uniões entre pessoas do mesmo sexo, a idade média no casamento foi de cerca de 34 anos, tanto para homens quanto para mulheres.

Quanto aos casamentos, a queda em relação a 2015 foi de 3,7%, tanto entre casais de sexo diferentes, quanto do mesmo sexo. A duração média de um casamento no Brasil, levando em conta o tempo entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio, é de 15 anos.

A guarda dos filhos menores segue predominantemente com a mãe, mas a fatia caiu de 78,8% em 2015 para 74,4% em 2016. "Enquanto nas idades iniciais os declínios foram significativos, foram observados aumentos importantes para as idades acima de 50 anos, fruto do envelhecimento populacional", destaca o IBGE.

O volume de óbitos registrados no Brasil nos últimos 10 anos cresceu 24,7%, passando de 1.019.393 registros em 2006 para 1.270.898 em 2016.

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