Presidente da Câmara quer aprovar reforma da Previdência até final do mês

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A reforma da Previdência exige ao menos 308 votos e duas votações na Câmara. O Executivo quer votar a reforma na Câmara ainda este ano.

"Todos os partidos vão trabalhar de hoje até quarta ou quinta-feira para que a gente possa na quarta à noite ou na quinta de manhã ter uma análise melhor de quantos votos a gente tem", afirmou Maia. Antes, Temer reuniu ministros e presidentes de partidos em um almoço no Palácio do Alvorada. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deve assumir o comando do partido no próximo sábado e, com isso, acelerar a saída dos ministros tucanos do governo, em especial o de Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo).

O presidente da Câmara preferiu não se comprometer com uma data para votação da proposta em plenário.

Os manifestantes entoam gritos de "Fora, Temer" e seguram cartazes com recados aos deputados que vão concorrer à reeleição em 2018, dizendo que, "se votar a reforma da Previdência não volta".

De acordo com o deputado Rodrigo Maia, já há um ambiente das principais lideranças e presidências dos partidos da base sobre a importância e urgência de votar a reforma. São necessários 308 votos para aprovar a reforma.

"Os mais pobres, que ganham um ou dois salários mínimos, estão financiando a Previdência dos que ganham perto de R$ 30 mil, que estão em todos os poderes".

Entre os presidentes de partidos, são aguardados no encontro os dirigentes do PMDB, PP, PSD, DEM, PRB, PTB, Solidariedade e PSC. Na semana passada, o próprio presidente da Câmara reconheceu que faltam "muitos votos" para que seja possível aprovar a reforma da Previdência.

Conforme Perondi, o governo ainda não tem os votos suficientes para aprovar a reforma, mas disse acreditar que os votos estão aumentando.

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