Argentina diz que houve suspeita de corrupção em conserto de submarino

Ajustar Comente Impressão

O ministro alega que uma denúncia que apontava anomalias no processo foi arquivada sem investigação.

Na quinta-feira (30), quinze dias após o desaparecimento do submarino, a Marinha da Argentina decidiu interromper as buscas por sobreviventes, mas as buscas do próprio submarino continuam.

O ARA San Juan e seus 44 tripulantes enviaram seu último sinal no dia 15 de novembro, a 430 quilômetros da costa patagônica, apenas horas antes que fosse detectada na região uma suposta explosão submarina que foi identificada na semana passada.

Mesmo sem "provas claras", há "suspeitas de irregularidades", segundo Oscar Aguad, como o processo de manutenção do ARA San Juan, construído na Alemanha e incluído na Marinha argentina em 1985. "O que eu posso comprovar é que o navio tinha que ser consertado em dois anos e demorou cinco", disse o ministro de Defesa, Oscar Aguad, em entrevista à emissora TN.

No entanto, o ministro afirmou que o presidente do país, Mauricio Macri, ordenou a manutenção da busca pelo equipamento por "esse ser um compromisso que assumimos com as famílias".

"A corrupção tem que ver com os preços inflacionados, mas os trabalhos foram feitos".

Neste sentido, defendeu que durante o Governo de Cristina Kirchner, a política da Defesa era "estigmatizar as Forças Armadas e baixar o salário dos militares".

Questionado sobre se, em 13 de novembro, o submarino zarpou do porto de Ushuaia em perfeito estado, Aguad afirmou que "as evidências dizem que sim". No último contato, os tripulantes informaram um "princípio de incêndio" em parte das baterias. Determinar se a avaria era ou não grave.

Aguad relatou ainda que o ARA San Juan teve há algum tempo um "incidente similar" de infiltração de água.

Investigadores acreditam que a falha relatada tenha sido o motivo do desaparecimento do submarino.

Ainda de acordo com o ministro o comandante do submarino "deu conta" do problema e pediu que quando no submarino fosse revisado no primeiro semestre de 2018 essa questão fosse cuidada.

"O que terá acontecido com esse submarino? Não saberemos enquanto não o encontrarmos", concluiu Oscar Aguad.

Comentários