Estatais fecham terceiro trimestre com menor número de empregados desde 2010

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Os órgãos que criaram programas de desligamento são a Caixa Econômica Federal, a Companhia de Recursos de Pesquisa Mineral (CPRM), a Eletrobras, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (Eletrobras CGTEE), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), o Banco do Nordeste, a Casa da Moeda, a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), a Engenharia, Construções e Ferrovias S.A (Valec), a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o Banco da Amazônia, os Correios e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

As estatais federais investiram um total de R$ 91,5 milhões entre janeiro e setembro deste ano, conforme dados do Boletim das Empresas Estatais, divulgado pelo Ministério do Planejamento.

"O trabalho é de recuperar estatais, reduzir custos, aumentar produtividade, aproximá-las de indicadores de mercado. Há ainda rescaldo dos PDVs, e acreditamos que terminar o ano com menos de 500 mil funcionários nas estatais é plenamente factível", afirmou Soares. Ribeiro Soares afirmou que a gestão está limitando a reposição de pessoal após o plano de desligamento voluntário, para evitar que saiam empregados "por uma porta e entrem por outra”. As empresas estatais têm que apresentar sustentabilidade". "Em alguns dos PDVs, cortamos 100% das vagas". "Essas empresas estão em fase de reestruturação, então essa redução era esperada", afirmou. Agora não há mais previsão de redução no número de empresas: "a preocupação não é meramente fiscal". É notório saber que o maior desafio do governo é o reequilíbrio das contas públicas. Em 2016, havia 154 estatais ativas; o número caiu para 149 no terceiro trimestre deste ano.

Em um momento no qual o setor privado não tem contribuído para reduzir o desemprego, ao contrário, o governo comemora a redução também do emprego público, que vem acompanhada de piora na prestação de serviços e sobrecarga para o trabalhador que fica no empresa. "Tem que analisar caso a caso, setor a setor", assegura Soares. Em seguida, a Petrobras conseguiu reverter um prejuízo de R$ 15,8 bilhões nos primeiros nove meses do ano passado, para um lucro de R$ 5,7 bilhões neste ano.

Os conglomerados (Banco do Brasil, BNDES, Caixa, Eletrobras e Petrobras) representam mais de 95% dos Ativos Totais e do Patrimônio Líquido das empresas federais.

Do orçamento das estatais neste ano, no valor de R$ 1,3 trilhão, 73% foram executados.

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