Brasil e Bolívia assinam acordos de defesa e transporte

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Morales é visto como um dos últimos representantes da guinada à esquerda que caracterizou boa parte da América Latina ao longo dos últimos anos, tendo mantido uma boa relação com os governos do PT no Brasil.

Aliado dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, Morales usou suas redes sociais para criticar o processo de impeachment da petista.

Além de Reinaldo Azambuja, os governadores dos outros três estados que fazem fronteira com a Bolívia também estiveram no encontro com Evo Morales em busca do acordo com o governo boliviano: Mato Grosso, Pedro Taques, de Rondônia, Confúcio Moura, e do Acre, Tião Viana.

Para o professor Daniel Chaves, da Universidade Federal do Amapá (Unifap), apesar das divergências entre os dois líderes sul-americanos, a estabilidade política do continente deve ser a grande pauta de qualquer governante da região.

A vinda do presidente da Bolívia ao Brasil estava programada para outubro passado. E também, protocolo de estudos para futura construção de sistema ferroviário que ligue os oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Brasil, Bolívia e Peru. A intenção já havido sido manifestada pelo país vizinho, no início do ano. O maior interesse comercial entre Brasil e Bolívia, porém, gira em torno do gás natural. Recorrendo à mesma estratégia utilizada em Junho e Agosto para travar no Congresso as duas denúncias por corrupção apresentadas contra ele pela Procuradoria-Geral da República, Temer recorreu aos cofres públicos para oferecer vantagens e bondades a aliados em troca de votos a favor das mudanças que defende para a segurança social e já parece ter conquistado algum apoio. Ao mesmo tempo, foram exportados US$ 1,36 bilhão em produtos brasileiros para a Bolívia, segundo informou o Planalto.

Foi assinado também um memorando sobre o corredor ferroviário bioceânico de integração, com o objetivo de criar condições para ampliar o tráfego ferroviário entre o Brasil e a Bolívia.

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