Time escolhe rompedores do silêncio sobre agressões sexuais como Personalidade do Ano

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Roy Moore, o candidato republicano a senador pelo Estado do Alabama, nos EUA, foi denunciado por assédio sexual de menores, mas mantém a candidatura, com apoio público do presidente Donald Trump, embora o Partido Republicano já tenha pedido a sua renúncia às eleições de 12 de dezembro.

Na capa onde habitualmente surge a pessoa mais influente do ano, pelos melhores ou piores motivos, surgem agora cinco mulheres: Ashley Judd, Susan Fowler, Adama Iwu, Taylor Swift e Isabel Pascual, que confessaram terem sido vítimas de assédio sexual.

A distinção é um reconhecimento do papel de mulheres e homens "por dar voz a segredos abertos, por mover redes de murmúrios para as redes sociais, por nos motivar a todos para parar de aceitar o inaceitável".

O movimento #MeToo, de mulheres que denunciaram o assédio de que foram alvo nas mais diversas circunstâncias mas com grande incidência em situações relacionadas com a profissão, foi escolhido 'Personalidade do ano 2017' pela revista norte-americana 'Time'.

"Esta foi a mudança social mais rápida a que assistimos nas últimas décidas e começou com atos de coragem individuais de centenas de mulheres - e de alguns homens também - que se chegaram à frente e contaram as suas próprias histórias", anunciou o editor chefe da publicação norte-americana.

A TIME chama-lhes "The Silence Breakers" (As que quebraram o silêncio, em português). Podem trabalhar num campo na Califórnia, ou atrás de uma secretária no Plaza Hotel em Nova Iorque ou até mesmo no Parlamento Europeu. Da lista fazem parte também outros artistas, empregados de restaurante, cantores e compositores, senadores, funcionários de hospitais, entre outros.

O presidente americano Donald Trump, Pessoa do Ano para a TIME em 2016, ficou em segundo lugar na classificação, seguido pelo seu homónino chinês, Xi Jinping, informou a revista. "No entanto, nos caminhos pessoais mais profundos e dolorosos, as estrelas de cinema são mais como você e eu do que imaginamos", escreveu a revista para justificar o prêmio.

O ex-diretor do FBI Robert Mueller, o jogador da NFL Colin Kaepernick e Patty Jenkins, a realizadora do filme Wonder Woman, também se encontravam entre os finalistas selecionados.

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