Dilma Rousseff chama operação da PF na UFMG de espalhafatosa

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A PF está na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desde a madrugada. Ele também era investigado e acabou afastado do cargo por suspeita de irregularidades na função.

"Segundo apurado no bojo do inquérito policial, até o momento, teriam sido gastos mais de R$ 19 milhões na construção e pesquisas de conteúdo para a exposição, mas o único produto aparente é um dos prédios anexos, ainda inacabado", informou a Polícia Federal. Todo o projeto inclui uma exposição de longa duração, dois prédios anexos e uma praça de convivência.

De acordo com a PF, os desvios teriam ocorrido por meio de pagamentos a fornecedores sem relação com o projeto e de bolsas de estágio e de extensão. A UFMG detém um vasto acervo científico e acadêmico sobre o tema da anistia, sobretudo por meio do Projeto República, grupo de pesquisa conduzido pela professora de história Heloisa Starling, que foi vice-reitora entre 2006 e 2010 e também foi alvo de condução coercitiva.

Participaram da ação 84 policiais federais, 15 auditores da CGU e dois do TCU.

A presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, classificou a operação como "espetáculo" e afirmou que a mídia cobre essas ações sem questionar nem ponderar sobre o que a polícia está fazendo com as universidades públicas e com a sociedade. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e oito de condução coercitiva.

A operação, desencadeada com apoio da CGU (Controladoria-Geral da União) e do TCU (Tribunal de Contas da União), recebeu o nome de Esperança Equilibrista em alusão à música "O Bêbado e a Equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc. "A PUC Minas expressa sua defesa de que tais ações se deem dentro do amplo respeito à dignidade e aos direitos individuais e que as autoridades responsáveis pelas mesmas não cedam à tentação da espetacularização midiática que, como sabemos, pode, por antecipação, condenar e punir cidadãos de bem e que possuem inequívoco histórico de bons serviços prestados à sociedade e, no caso específico, à causa da educação", diz trecho de nota assinada por Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, reitor da PUC.

Por sua vez, a Fundep disse que gerencia os recursos dos projetos de acordo com as ordenações dos respectivos coordenadores e em conformidade com normas dos órgãos financiadores e com a legislação vigente. "Com experiência sólida de mais de 40 anos de atuação, a Fundep sempre manteve sua postura de transparência e colaboração e segue à disposição dos órgãos de fiscalização e controle", registra.

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