Juiz determina a prisão da ex-presidente Cristina Kirchner

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A justiça argentina ordenou, esta o levantamento da imunidade e a detenção da ex-Presidente da Argentina e senadora Cristina Kirchner por alegada obstrução à investigação de um atentado contra uma associação mutualista israelita na década de 1990.

O juiz Claudio Bonadio tomou esta medida ao considerar que Cristina pode obstruir o caso, aberto após denúncia de encobrimento que o procurador Alberto Nisman fez em janeiro de 2015 contra ela e vários membros do seu governo quatro dias antes de ser encontrado morto em circunstâncias que ainda estão sendo investigadas, segundo a agência de notícias estatal argentina Télam. Com a prisão pedida por dois juízes, ele se entregou à polícia. Bonadio também indiciou e pediu que o ex-ministro de Relações Exteriores de Cristina, Hector Timerman, cumpra prisão domiciliar, segundo a imprensa argentina.

Além disso, apesar de a ex-presidente liderar um grupo formado por apenas 8 dos 33 senadores peronistas e os demais estarem sob comando de Miguel Pichetto, um desafeto de Cristina, ambos os grupos coincidem que pedidos de perda de imunidade só devem avançar em casos de sentença definitiva, o que não é a situação da ex-presidente. Em 2013, o governo de Cristina Kirchner fimou um acordo com o governo iraniano para constituir uma "Comissão da Verdade" para investigar o caso. O objetivo desta perseguição é assustar os dirigentes da oposição no Parlamento. "Querem um Parlamento submisso", disse Cristina ao deixar o tribunal, em outubro.

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