Ministro Luiz Fux é eleito presidente do Tribunal Superior Eleitoral

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"Temos que ter a política limpa, ativa, mas não podemos fazer isso de lenda política ou tentar fazer com que todos os políticos sejam considerados elementos negativos da sociedade ou corruptos", completou. Tradicionalmente, o ministro do STF com mais tempo no TSE - e ainda não eleito para a presidência - é escolhido para comandar a corte eleitoral. É uma situação muito peculiar, uma vez que meu mandato se encerra no dia 6 de fevereiro, em seguida assume o ministro Fux e depois será eleito vice-presidente do Supremo, gerará então incompatibilidade, e segue então ministra Rosa.

"Eu tenho a espinhosa missão de substituir duas excepcionais gestões, a do ministro Toffoli e a de vossa excelência [Gilmar Mendes] e creio em Deus que estarei à altura do exercício dessa missão", declarou.

Ao se manifestar depois da eleição de Fux, Gilmar Mendes disse que, como ao longo de 2018 a Corte terá três presidentes, será necessário um trabalho integrado para garantir uma "transição tranquila". "Há uma parceria a três, uma vez que vamos ter em 2018 uma situação que talvez seja histórica e marcante no TSE, que é a de três presidentes em um ano", disse Gilmar.

Antes dele, Gilmar disse que estavam todos "honrados" e que a transição seria "tranquila". Ele substituirá o ministro Gilmar Mendes, que fica na cadeira até 14 de fevereiro de 2018. A cerimônia deve ser antecipada em nove dias por conta do Carnaval, que, no ano que vem, coincidirá com o fim do mandato do atual presidente.

O novo presidente foi eleito por seis votos, de um total de sete ministros do tribunal.

Fux integra a Corte desde de agosto de 2014 e foi reconduzido ao cargo em 2016.

Ele também integra a Academia Brasileira de Letras Jurídicas, é professor titular de Processo Civil da Faculdade de Direito da UERJ e autor de diversas obras de Direito Processual Civil e Constitucional.

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