Preço da cesta básica cai em 17 capitais, aponta Dieese

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Manaus foi uma das 17 capitais em que a cesta básica diminuiu neste mês de novembro. Na comparação entre novembro e outubro, a capital potiguar foi na contramão de 17 das 21 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomicos (DIEESE).

Já com relação ao mês de novembro, depois de três altas consecutivas, cesta básica fechou o mês com queda de -1,22% na Capital, que fechou o mês com custo de R$ 364,33, o que representa R$ 4,50 a menos do que o registrado no mês de outubro, quando custo foi de R$ 368,83.

Com ligeira alta, a manteiga alcançou uma variação de 2,37%, sendo o produto que apresentou maior diferença no mês, seguido da farinha (1,61%), do leite (1,52%), da carne (1,27%) e do pão (0,51 %). Em doze meses, a queda foi de -12,34% e no acumulado de 2017, registrou redução de -11,97%.

Segundo o Departamento, percebe-se que a deflação no preço da cesta básica foi influenciada pela queda em quase todos os produtos da cesta, dos quais destaca-se: a banana (-3,09%), o tomate (-2,83%), o feijão (-2,81%), o café (-1,44%), a carne (-1,27%), o açúcar (-0,85%), o óleo (-0,80%), a farinha (-0,63%) e o arroz (-0,36%). No mês anterior o conjunto de itens alimentícios essenciais custava R$ 349,19. Em seguida vem São Paulo, que comercializa a cesta a R$ 423,23.

"Considerando o valor e, tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 937,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 85h27 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade".

No acumulado do ano, todas as capitais tiveram redução. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família era maior e foi de R$ 1.047,57, 1,12 vezes o salário mínimo bruto. Em novembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.940,41 ou 4,48 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.

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