Independentistas fazem manifestação em Bruxelas contra a UE — Catalunha

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Um mar de bandeiras inundou várias ruas da capital belga.

Desde a convocatória em 1 de outubro na Catalunha de um referendo de autodeterminação proibido pela justiça espanhola, a UE considerou essa crise política como um assunto interno da Espanha e expressou seu respeito à legislação espanhola e ao governo central de Mariano Rajoy. Um mostrava o rosto do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, com a pergunta: "Democracia?"

Puigdemont, que como muitos dos reunidos vestia amarelo em apoio aos líderes separatistas presos, falou à plateia em catalão e depois em francês, enviando uma mensagem a Juncker."Existe algum lugar no mundo que realize manifestações como esta para apoiar criminosos?", indagou."Então talvez não sejamos criminosos".

O governador destituído da Generalitat - como é chamado o governo catalão -, Carles Puigdemont, que se refugiou em Bruxelas logo após ser retirado do poder, participou do ato. "Estamos aqui para continuar a luta pela independência e pedir a liberdade dos presos políticos", disse à AFP Antoni Llenas, de 59 anos, em referência aos líderes separatistas presos na Espanha.

"O que acontece na Catalunha é uma oportunidade para a Europa". A contagem oficial da polícia de Bruselas até as 12H00 GMT era de "45.000 manifestantes", informou em sua conta do Twitter.

Os cálculos dos participantes foram anunciados pelas organizações que mobilizaram os protestos e confirmados mais tarde pela polícia municipal da capital belga.

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