Marco Aurélio Mello livra irmã de Aécio Neves de prisão domiciliar

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A defesa de Andrea diz que ela pediu o dinheiro para bancar a defesa de Aécio Neves na Lava Jato e que foi ao encontro de Joesley para tentar vender um apartamento de R$ 40 milhões no Rio de Janeiro. "Devem os requerentes indicar as residências detidas - caso ainda não o tenham feito -, nelas permanecendo, informar eventual transferência, atender aos chamamentos judiciais e adotar a postura que se aguarda do homem médio, integrado à sociedade (...) Sendo idêntica a situação jurídica da investigada Andrea Neves da Cunha, estendo-lhe os efeitos desta decisão", afirmou.

Em sua decisão, Marco Aurélio argumentou que, com base em um relatório de inteligência financeira elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) houve "operações suspeitas" de provisionamento de valores, saques e depósitos, supostamente relacionadas ao recebimento das vantagens indevidas destinadas a Aécio Neves. A quantia teria sido solicitada por Andrea Neves com o objetivo de pagar um advogado do senador. Em junho, a 1ª Turma do Supremo converteu a custódia em domiciliar com medidas cautelares, como a proibição de se comunicarem com os demais investigados, proibição de se ausentarem sem autorização judicial, entrega dos passaportes e a imposição de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleiras.

Agora, em petições apresentadas ao STF, os denunciados Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima requereram a revogação das medidas cautelares alternativas, destacando o tempo que já perduram as medidas.

A assessoria do senador Aécio Neves, contactada pela reportagem ficou de passar um posicionamento sobre a quebra dos sigilos.

Após receber a decisão do ministro Marco Aurélio, o advogado de Andrea Neves, Marcelo Leonardo, afirmou que sua cliente recebe a notícia com serenidade e afirmou que, em liberdade, terá melhores condições de demonstrar sua inocência. A decisão também valeu para Frederico Pacheco e Mendherson Souza. Segundo o defensor, "a princípio a defesa não vê nenhum problema neste afastamento do sigilo".

Segundo ele, os dados bancários "sempre estiveram à disposição da Justiça".

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