Novas rebeliões em presídio de Aparecida de Goiânia

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Às autoridades da Justiça e do Ministério Público que analisaram o local, os detentos afirmaram que os agentes penitenciários não tem controle sobre o funcionamento do presídio. Porém, continua o órgão, os focos de incêndios foram apagados pelo Corpo de Bombeiros.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, disse nesta quarta-feira (3) ao governador de Goiás, Marconi Perillo, que deve ir na semana que vem ao presídio de Aparecida de Goiânia, após a rebelião que deixou nove mortos.

A Direção Geral de Administração Penitenciária de Goiás informou que os guardas alertaram por volta 4h30 local sobre a rebelião, mas que a situação foi rapidamente controlada com a chegada de reforços policiais. Segundo o oficial não houve feridos nem mortos.

Ainda de acordo com a nota, o Serviço de Inteligência Policial da Secretaria já monitorava a ação dos presos e o episódio foi controlado.

A presente nota será atualizada tão logo existam novas informações.

As duas rebeliões anteriores ocorreram na segunda-feira, 1, e na última quinta-feira, 4. O relatório encaminhado pelo Tribunal de Justiça de Goiás constatou uma série de "precárias condições" da unidade, entre elas "a falta constante de água e luz nos pavilhões e as precárias acomodações, além da recorrente reclamação quanto a apreciação de benefícios suscitados pelos aprisionados". O ministro fez críticas esta semana ao sistema prisional goiano.

Segundo a Secretaria de Segurança do estado, no início da noite dessa quinta-feira, houve uma tentativa de invasão de presos da ala C nas alas A, B e D da prisão. A lei estadual Nº 19.962 cria a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária de Goiás e permite ao Executivo a gestão da vaga prisional, hoje exercida pelo Poder Judiciário.

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