Cármen Lúcia desiste de visitar presídio em Goiás onde 9 morreram

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A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, esteve na manhã desta segunda-feira, 8, no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) para tratar das rebeliões ocorridas no Complexo Agroindustrial de Aparecida de Goiânia.

A previsão inicial era que a ministra do STF fizesse a visita após a reunião com presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Gilberto Marques Filho, e do governador Marconi Perillo, além de outras autoridades do estado.

A ida à Colônia Agroindustrial, presídio de regime semiaberto onde houve a rebelião no primeiro dia do ano, estava nos planos da ministra.

Enquanto descansava, o sistema prisional de Goiás registrava um novo motim no mesmo presídio, uma unidade para cumprimento de pena em regime semiaberto.

Antes da decisão, Carmém Lúcia se reuniu no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) com autoridades para definir as diretrizes da visita, mesmo que simbólica. Ela não falou com a imprensa. Até porque, como presidente do CNJ, essa é uma responsabilidade que compete ao CNJ. Não vejo necessidade de (correr) riscos. O governador explicou ter deixado a questão sob controle, uma vez que estavam presentes e responsáveis pela situação, o vice-governador José Eliton (PSDB), o secretário de segurança pública Ricardo Balestreri e o Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP), coronel Edson Costa.

"Precisamos buscar soluções concretas, que contemplem o direito dos presos e o direito da sociedade de dormir em sossego", afirmou Cármen Lúcia, que viajou de automóvel de Brasília para Goiânia, onde chegou por volta das 9h. Por isso, Cármen recomendou que varas e promotorias façam um imediato encaminhamento de armas apreendidas para destruição pelo Exército, diante de risco de roubos dessas armas por bandos especializados.

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