Comércio: combustíveis têm queda de vendas em novembro de 2017

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As vendas do varejo cresceram 0,7% em novembro na comparação com outubro, depois de recuarem 0,7% no mês anterior.

O acréscimo de 0,7% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de outubro para novembro de 2017, na série com ajuste sazonal, mostrou predomínio de resultados positivos, que alcançaram cinco das oito atividades pesquisadas.

No mês de outubro, o varejo teve uma queda de 0,7% das vendas - o dado inicial era um recuo de 0,9%, o pior para um mês de outubro em nove anos -, na expectativa das promoções da Black Friday, segundo avaliação feita na época pelo IBGE.

O varejo cresceu de forma disseminada pelo país em novembro, frente a outubro, com alta no volume de vendas de 24 das 27 unidades da federação.

Considerando o comércio varejista ampliado, o volume das vendas em novembro cresceu 2,5% em relação a outubro de 2016, com as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção registrando aumento, em relação ao mês anterior, respectivamente de 1,5% e 2,3%.

No comércio varejista ampliado - que inclui, além do varejo, as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção - o volume de vendas avançou 2,5% em relação a outubro de 2017, variação superior ao recuo registrado no mês anterior (-1,7%). Dentre essas, os maiores avanços foram observados nos setores de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,0%); e Móveis e eletrodomésticos (6,1%), setores de marcada presença nas vendas pela internet. O setor de tecidos, vestuários e calçados (0,0%) manteve as vendas estáveis. Já no acumulado dos 11 meses de 2017, a alta observada foi de 1,9%. Por outro lado, entre os estados com variações negativas frente a outubro, destaca-se Tocantins (-1,8%).

Frente a novembro de 2016, o volume de vendas no varejo ampliado subiu 8,7%, sétima taxa positiva consecutiva, acumulando 3,7% no ano e 2,6% nos últimos 12 meses. Esta é a oitava taxa positiva seguida nesta base de comparação e a segunda maior de 2017 - atrás apenas do mês de setembro, quando foi de 6,2%.

Segundo a pesquisadora, na comparação anual, este foi o melhor novembro desde 2013, quando o setor havia avançado 7,1%.

O aumento das vendas foi generalizado.

"O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo exerceu o maior impacto positivo na formação da taxa global do varejo. O desempenho desta atividade vem sendo beneficiado por fatores, tais como, o crescimento da massa de rendimento real habitualmente recebida e a deflação do preço de alimentação no domicílio", disse o IBGE em nota.

Com o desempenho de novembro, o setor de supermercados está há oito meses fora do território negativo, período em que acumulou ganho de 6,5%. "Mas o varejo mostra uma recuperação importante com certeza", resumiu Isabella.

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