Delator diz que Serra, "neo corrupto", recebeu R$ 52 mi por fora

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Reportagem de André Guilherme Vieira no Valor Econômico sobre o ex-presidente da Odebrecht.

Parte do dinheiro foi condicionado à liberação de crédito que a Odebrecht tinha junto ao governo paulista.

A empreiteira recebeu R$ 170 milhões e, deles, destinou R$ 23,3 milhões à campanha presidencial de Serra em 2010, de acordo com o delator.

Ao lançar sua candidatura na Convenção Nacional do PSDB, naquele ano, Serra enfatizou: "Acredito que são os homens que corrompem o poder, não o poder que corrompe os homens". Em nota, a assessoria de imprensa do senador negou o recebimento de propina: "O senador José Serra esclarece que jamais recebeu qualquer tipo de vantagens indevidas de qualquer empresa ou indivíduo, especialmente da Odebrecht".

Pedro Novis contou ter repassado a José Serra R$ 4,5 milhões entre 2006 e 2007 por meio de "uma conta bancária no exterior fornecida por José Amaro Ramos". Por fim, um outro repasse, de R$ 4,6 milhões, foi feito pela Odebrecht a Serra para a campanha de 2012.

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