Ilan não quer ficar na Fazenda se Meirelles sair

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"Na carta, o Banco Central aponta que, eEm 2017, a reversão da inflação nos preços dos alimentos no domicílio foi maior do que o previsto, tanto pelo Copom quanto pelos analistas do mercado".

De acordo com a autoridade monetária, a inflação do subgrupo alimentação no domicílio encerrou 2017 com deflação (retração de preços) de 4,85%, a maior deflação da série histórica do IPCA, que começa em 1989, e a primeira deflação nesses itens desde 2006. "Se excluirmos do IPCA o subgrupo alimentação, fazendo posteriormente a reponderação do índice, a inflação passaria de 5,68% em 2016 para 4,54% em 2017, valor muito próximo à meta de inflação para esse ano", acrescentou. Mas sobre o dólar e as expectativas, a nova condução da economia foi essencial para que o IPCA saísse da casa de dois dígitos e ficasse abaixo do piso da meta pela primeira vez desde 1999.

O presidente do Banco Central classificou de excepcional o comportamento dos preços dos alimentos em 2017. O BC já precisou justificar o descumprimento da meta em outras quatro ocasiões (2001, 2002, 2003 e 2015), mas sempre porque a inflação ultrapassou o teto do limite, nunca o piso.

"Não cabe inflacionar os preços da economia sobre os quais a política monetária tem mais controle para compensar choques nos preços de alimentos. A política monetária deve combater o impacto dos choques nos outros preços da economia (os chamados efeitos secundários), de modo a buscar a convergência da inflação para a meta", destacou o documento. A instituição ainda afirmou que "tem calibrado a taxa básica de juros e continuará a fazê-lo".

"A inflação já se encontra em trajetória em direção à meta em 2018. No acumulado em 12 meses, a inflação, ao final de 2017, aumentou 0,49 pontos percentuais em relação ao mínimo de 2,46% observado em agosto do mesmo ano", destacou Goldfajn na carta. "(.) Portando, o BCB tem tomado as providências para que a inflação atinja as metas para a inflação estabelecidas pelo CMN, de 4,5% para 2018, 4,25% para 2019, e 4,00% para 2020". Pelas regras do regime de metas, sempre que a inflação fugir do intervalo estabelecido, o presidente do BC precisa enviar uma carta aberta ao ministro da Fazenda - que é, tecnicamente, o presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN), responsável pelo estabelecimento das metas.

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