Agência de classificação de risco rebaixa nota do Brasil

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A agência afirmou em nota na noite desta quinta-feira que o governo Temer teve avanços políticos, mas que está demorando para tomar medidas que corrijam o problema fiscal, ou seja, o problema de arrecadação e gastos, e que essa questão é uma das principais fraquezas na classificação do Brasil.

O rebaixamento era esperado por parte do mercado em razão das dificuldades de o governo no para conseguir a aprovação da reforma da Previdência.

Com o novo corte, rating fica 3 degraus abaixo do grau de investimento.

A S&P havia retirado o selo de bom pagador do País em setembro de 2015.

"A perspectiva estável reflete nossa visão de que há uma probabilidade inferior a um terço de que possamos aumentar ou diminuir as classificações no Brasil no próximo ano", acrescenta a S&P em seu relatório ao informar sobre a intenção de não mexer na nota do Brasil até 2019.

A agência ainda apontou que "ocorreram retrocessos até mesmo medidas fiscais de curto prazo, como uma determinação para suspender o adiamento das altas de salários dos funcionários públicos e as contribuições de segurança social dos trabalhadores do setor público". Para a pasta, a agência está "corroborando as propostas da equipe econômica".

2016 - Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento.

A nota de crédito mais baixa vai encarecer captações de empresas brasileiras no exterior e sinaliza aos investidores internacionais menos confiança no País. Isso se justifica, segundo a agência, "perfil externo comparativamente sólido do Brasil e a flexibilidade e credibilidade de sua política monetária e cambial".

Além disso, a Standard & Poor's diz que existe incerteza sobre o futuro após as eleições para presidente de 2018.

A agência citou ainda as turbulências políticas como fator que piora as perspectivas, fazendo alusão à Lava Jato.

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