Facebook prepara mudanças no feed de notícias

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Na primeira pessoa Zukerberg explicou que "o equilíbrio do que aparece no feed de notícias afastou-se da coisa mais importante que o Facebook pode fazer, ajudar a conectarmo-nos uns com os outros".

No texto, Zuckerberg afirma que a iniciativa foi baseada em pesquisas acadêmicas e visa melhorar o bem-estar dos usuários da rede, já que faria com que se sintam "mais conectados e menos sozinhos".

O Facebook anunciou nesta quinta-feira (11) uma mudança na forma como os feeds serão exibidos, priorizando postagens de amigos e parentes, em vez de posts e notícias postadas por empresas, marcas, mídia e celebridades. Pelo jeito, os testes agradaram: o próprio Mark Zuckerberg anunciou que, a partir de agora, o Facebook vai ser assim no mundo todo.

O Facebook por anos tem priorizado o material que seus complexos algoritmos de computador pensam que as pessoas vão se envolver com comentários, "curtir" ou outras formas de mostrar interesse. Figuras Públicas e Páginas podem criar conteúdo que levem as pessoas a ter interações sociais significativas. A mudança também dá menos espaço para publicações de páginas de empresas. Também em 2015, introduziu mudanças que reduziram o alcance de páginas a favor de amigos e familiares.

Zuckerberg destaca vários estudos académicos que apontam que esse desequilíbrio não é positivo para a experiência no Facebook. "A pesquisa mostra que o fortalecimento de nossos relacionamentos melhora nosso bem-estar e felicidade".

"Por outro lado, ler artigos ou ver vídeos de forma passiva, mesmo que sejam de entretenimento ou informativos, pode não ser tão bom", acrescentou. O Facebook tem sido acusado de permitir a proliferação de informações falsas ou incorretas. Não só com a criação ativa e publicação de conteúdos, mas também investindo em anúncios para ganhar visibilidade e aquisição de usuários.

A empresa publicou em seu portal de notícia, o Facebook Newsroom, especificações da nova política e 1 vídeo. Estas mudanças são um piscar de olho ao Instagram, que com 800 milhões de usuários ativos por mês e 500 milhões por dia, deve agradecer as alterações.

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