Lula: força-tarefa reitera que considera recibos falsos

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O Ministério Público Federal, por meio de um de seus principais nomes, o procurador da República e coordenador-geral da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato [VIDEO], Deltan Dallagnol, se pronunciou enfaticamente a respeito de um processo aberto que se encontra tramitando no âmbito da #Lava Jato que investiga a autenticidade ou não de recibos de pagamentos de aluguéis apresentados pela defesa do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio #Lula da Silva. Segundo a acusação, o imóvel, comprado por um laranja, Glaucos da Costamarques, era ocupado pelo presidente, que nunca pagou aluguel pelo uso. No entanto, o empresário afirmou várias vezes à Justiça que só começou a receber o dinheiro do imóvel da família do ex-presidente após o mês de novembro de 2015.

O Ministerio Público Federal diz que a apuração sobre o caso corrobora a versão apresentada por Costamarques, que disse que assinou uma série de recibos de anos anteriores enquanto esteve internado no Hospital Sírio-Libanês, no fim de 2015. Para os procuradores, o depoimento do contador é "inverossímil".

Outro argumento apontado pela Força-Tarefa é de que as quebras de sigilos bancários não comprovam nenhuma transferência de pagamentos referente ao aluguel feitas das contas de Lula e de suas empresas ou da ex-primeira dama Marisa Letícia para as contas de Costamarques.

Os procuradores dizem que os registros do hospital mostram três visitas naquela época do contador João Leite Muniz, que trabalhava para Roberto Teixeira, compadre e advogado de Lula. Só depois o juiz Sérgio Moro irá decidir sobre a veracidade dos documentos.

"Os procuradores passaram a colocar indevidamente sob suspeita a autenticidade dos recibos".

O documento também cita como prova registros de dez ligações telefônicas entre Costamarques e Teixeira no período da internação, o que indicaria que estariam combinando as assinaturas.

"Depois, diante da prova de que os recibos haviam sido assinados pelo proprietário do imóvel, os procuradores desistiram de pedir uma perícia em relação aos documentos, passando a sustentar que eles seriam "ideologicamente falsos", pois, segundo a versão apresentada, os aluguéis não teriam sido efetivamente pagos". Segundo o documento, todos as as assinaturas de Costamarques são verdadeiras e os recibos não foram assinados no mesmo dia, diferente do que afirma o MPF.

O caso está com o juiz Sérgio Moro, que irá receber as alegações finais de todas as partes do processo. "A acusação é inverídica e descabida", afirmam.

Independente da decisão, o resultado desse processo será anexado à ação penal que trata do caso e poderá ser usado tanto nas alegações finais do MPF e das defesas dos réus, quanto na sentença, que será proferida pelo juiz Sérgio Moro. Deltan e o MPF foram ainda mais longe ao classificar defesa de Lula como "insistente e precária".

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