Mário Centeno tocou o sino e já é presidente do Eurogrupo

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Numa conferência de imprensa, em Sófia, por ocasião do lançamento da presidência semestral búlgara do Conselho da União Europeia, sensivelmente na mesma altura em que, em Paris, Mário Centeno recebia a "pasta" do seu antecessor, o holandês Jeroen Dijsselbloem, o presidente da Comissão saudou "o novo presidente do Eurogrupo" e congratulou-se por agora ter sido escolhido um ministro do Sul, "o que não se deve confundir com o Club Mediterranée", ao contrário do que pensam "alguns ortodoxos do Norte da Europa".

Como o Eurogrupo é considerado um órgão informal da UE, não haverá uma tomada de posse formal.

Esta tarde, Mário Centeno vai ainda ser recebido pelo primeiro-ministro francês, Edouard Philippe.

Fontes europeias indicaram à agência Lusa que o encontro ainda não tem data fixada, sendo que Centeno se desloca a Bruxelas em 22 de janeiro para presidir nesse dia à sua primeira reunião do Eurogrupo.

O ministro das Finanças português foi o mais votado na primeira volta (oito votos), após a qual saíram da "corrida" a letã Dana Reizniece-Ozola e o eslovaco Peter Kazimir, tendo depois derrotado o candidato luxemburguês Pierre Gramegna na segunda volta da eleição.

O português será o terceiro líder deste organismo, depois do luxemburguês Jean-Claude Juncker e do holandês Jeroen Dijsselbloem.

Um novato político quando se juntou ao governo socialista português em novembro de 2015, esse professor de economia de 51 anos, sem uma afiliação partidária, tornou-se um dos responsáveis pelo sucesso econômico de seu país, que até então era um dos elos fracos da zona do euro.

Esta sexta-feira, ao final da manhã, tem lugar a passagem de testemunho entre o atual presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e Mário Centeno, na embaixada de Portugal em Paris, por uma questão de conjugação de agendas.

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