Michel Temer sinaliza apoio a pré-candidatura de Geraldo Alckmin

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Nessa quinta-feira (11), o presidente Michel Temer falou sobre as possíveis candidaturas de Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, à Presidência da República.No caso do primeiro, afirmou ao Estado de S. Paulo que preferia vê-lo na Fazenda do que disputando a eleição.

Efraim considerou que o Palácio do Planalto tenta manter Maia e o ministro Henrique Meirelles focados na agenda econômica para "não antecipar" o debate sobre a eleição, mas que isso será inevitável.

- As pessoas estão cansadas de tudo isso (a confluência de crises) e vão querer a continuidade, a manutenção do nosso programa de governo, que está recuperando a economia e a tranquilidade.

- Ninguém quer aventura - afirma o mentor da manobra que encerrou o período democrático no país.

Questionado sobre a falta de apoio de Alckmin quando Temer enfrentava denúncias do Ministério Público Federal e no momento da tramitação da reforma da Previdência, Temer disse não ser "rancoroso".

"Rodrigo está se movimentando muito, mas ainda acho que a prioridade dele é se reeleger para a Presidência da Câmara, que é um cargo excepcional", disse Temer.

- Para mim, é claro que é muito melhor que fique na Fazenda - disse. De qualquer forma, ele não tem nada a perder, só a ganhar. "E é aquela história, 'se colar, colou'", comentou o presidente. "Ele (Alckmin) deve ter tido os motivos dele, e isso passou".

As afirmações de Temer podem indicar que o acordo em torno da candidatura de Alckmin já foi fechado, inclusive com a base, ou que acaba de arrumar uma tremenda dor de cabeça às vésperas da votação da Previdência ao tirar do páreo dois aliados importantes. "Por exemplo: o MDB [seu partido] vai ter candidato?" O "Estado" relata que, segundo Temer, há sinais de que deputados antes refratários à proposta começam a se dizer mais flexíveis. A maior rejeição é entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, 77,5% são contra a reforma e apenas 17,3% são favoráveis.

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