Para agência de risco Standard & Poor's, Brasil continua um mau pagador

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SÃO PAULO - (Atualizada às 20h30) A S&P Global Ratings cortou nesta quinta-feira a nota do Brasil de 'BB' para 'BB-' e colocou o rating soberano em perspectiva estável. "O que precisamos após a eleição (para o Brasil retomar o grau de investimento) é continuidade de políticas, assim como governabilidade". A perspectiva da nota foi modificada de negativa para estável, passando de BB para BB-.

"(O rebaixamento é um) desdobramento negativo, mas era esperado, particularmente depois que a reforma da Previdência foi adiada.

O Brasil tinha conquistado o grau de investimento das três principais agências de risco em 2008 e 2009.

"Apesar dos vários avanços feitos pela administração (do Presidente Michel) Temer, o Brasil fez progressos mais lentos do que o esperado na implementação de legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento", argumentou a agência. Para a pasta, a agência está "corroborando as propostas da equipe econômica".

A avaliação passa de "BB" para "BB-", seguindo o rebaixamento feito ontem pela agência da nota soberana do país.

A S&P destacou, também, que "ocorreram retrocessos até mesmo com medidas fiscais de curto prazo - como uma determinação para suspender o adiamento das altas de salários dos funcionários públicos". Em janeiro de 2016, Meirelles chegou a dizer em entrevista à Bloomberg, em Davos, que o Brasil estava muito perto de recuperar o grau de investimento. A justificativa para a decisão se deu com as incertezas que rondam a reforma da Previdência, que a agência esperava para o final de 2017, entre outros fatores. A economista Monica de Bolle também acha que o rebaixamento da nota do Brasil é consequência da falta de atenção do governo para a situação fiscal do País no curto prazo. A perspectiva estável reflete nossa visão de que o Brasil de relativamente sólida perfil externo e a flexibilidade e credibilidade do seu monetária e taxa de câmbio política de ajudar a ancorar a classificação em 'BB-' durante o próximo ano, equilibrando as fraquezas econômicas e fiscais e as incertezas sobre 2018 eleições presidenciais.

Além disso, às vezes não têm sido mistos sinais ou ações que complicam ainda mais a correção ou a política fiscal execução, incluindo medidas para o orçamento de 2018, através de ramos de governo.

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