Potências europeias pedem para que Trump mantenha acordo nuclear com o Irã

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O acordo prevê que o programa nuclear iraniano tenha apenas uma vertente pacífica.

Sem melhorias, Trump irá renovar sua ameaça de se retirar do acordo.

O Presidente Donald Trump vai decidir em breve se restabelece ou não as sanções contra Teerão.

Os receios de Donald Trump baseiam-se no programa de mísseis balísticos iraniano, um dos maiores do médio oriente, e o envolvimento do país nos conflitos da Síria e do Iémen.

No entanto, Trump, que prometeu acabar com o acordo, deve dar ao Congresso dos EUA e a aliados europeus um prazo para melhorá-lo, disse a fonte. E o diretor da OEAI, Ali Akbar Saleh, indicou que o seu país pode rever os compromissos assumidos com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), se os EUA se desvincularem do acordo.

O secretário das relações exteriores britânico, Boris Johnson, também disse que o acordo é forma do Irão mostrar que é um "bom vizinho na região". Em nítido contraste à visão de Trump de que o pacto de 2015 foi o?pior acordo já negociado?, ministros das Relações Exteriores dos três países e a diplomata mais sênior da União Europeia alegaram não haver alternativa para isto, e que sanções devem permanecer suspensas.?Nós concordamos sobre esta abordagem, nós queremos proteger (o acordo) contra qualquer possível decisão que possa prejudicá-lo?, disse o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, ao lado de contrapartes de França e Reino Unido e da chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, após encontro com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif.?Isso é absolutamente necessário para impedir o desenvolvimento de armas nucleares, em um momento em que outras partes do mundo estão discutindo como consegui-las?, ponderou Gabriel, mais tarde mencionando especificamente a Coreia do Norte em seus comentários.

No Twitter, Zarif deixou uma mensagem sobre o "forte consenso em Bruxelas" sobre o cumprimento do acordo e considerou que as tentativas para o dinamitar são "inaceitáveis".

Foi a primeira vez que Zarif esteve frente a frente com os representantes do Ocidente desde as manifestações contra o custo de vida e o Governo do início do mês no Irão, que foram reprimidas.

As conversações de Bruxelas também sublinharam outro ponto de fricção entre os EUA e a Europa, que pode ganhar grande visibilidade no Fórum Económico Mundial de Davos (Suíça), no final de Janeiro.

A rival da Airbus, a Boeing, também firmou um acordo com a Iran Air para a venda de 80 aparelhos, estimado em 20 mil milhões de dólares. Trump qualificou o acordo como "um dos piores alguma vez assinados" pelos EUA.

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